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Nova lente corrige astigmatismo e ‘vista cansada’ ao mesmo tempo

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Nova lente corrige astigmatismo e ‘vista cansada’ ao mesmo tempo

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A primeira lente de contato que corrige simultaneamente o astigmatismo e a presbiopia, conhecida popularmente como “vista cansada”, acaba de ser lançada no Brasil. Anteriormente, os pacientes que sofriam de ambas as condições precisavam recorrer a soluções separadas, como o uso de lentes de contato tóricas para corrigir o astigmatismo e lentes multifocais para corrigir a presbiopia, ou depender de óculos para complementar a correção. Com a inovação, eles  passam a ter a conveniência de uma única lente que aborda as duas condições, simplificando o processo de correção visual. 

“Para a comunidade oftalmológica, essas lentes representam uma ferramenta adicional que ajudará a atender às necessidades de correção visual dos usuários que, até então, não podiam ser atendidas”, afirma Gerson Cespi, diretor-geral da CooperVision para o Brasil. “Pensando nisso, esse lançamento é capaz de oferecer mais de 200.000 opções de prescrição”, completa.

A Biofinity® Toric Multifocal, nome comercial do produto, está sendo lançada pela CooperVision, grande fabricante de lentes de contato. Ela combina tecnologias já utilizadas pela empresa em lentes tóricas e multifocais, oferecendo uma visão clara para perto, pontos intermediários e longe. 

“As pessoas com astigmatismo e vista cansada ganham uma importante opção para lentes de contato, corrigindo simultaneamente a visão de longe e perto”, comenta Regina Noma, presidente da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato (Soblec), entidade filiada ao Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). “A visão com lente de contato oferece benefícios como mais visão de profundidade, liberdade de movimento, tamanho mais realista dos objetos e maior campo de visão”, finaliza. 

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Lentes naturalmente hidratadas

As novas lentes, além de serem de silicone hidrogel, possuem tecnologia que as mantêm naturalmente hidratadas, ou seja, de acordo com a empresa, não têm a necessidade de agentes umectantes ou tratamentos de superfície.

Porém, o fato de as lentes terem tecnologia própria de hidratação não quer dizer que o paciente não precise hidratar os olhos caso o oftalmologista recomende ou exista a sensação de olho seco durante o uso ou na retirada do produto.

“Os hidratantes ideais são aqueles que contêm ácido hialurônico associados ou não à carmelose sódica e, de preferência, sempre que possível, sem conservantes”, recomenda Ana Luísa Hofling-Lima, oftalmologista do Ceosp / H.Olhos da rede Vision One. 

Astigmatismo e presbiopia 

O astigmatismo, que impacta mais da metade da população brasileira, caracteriza-se por um defeito na curvatura da córnea, uma estrutura transparente que recobre os olhos e funciona mais ou menos como o tampo de vidro de um relógio. Em pessoas com a visão boa, a córnea tem um formato esférico. Nas pessoas com astigmatismo, ela apresenta deformações, resultando em uma vista com borrões nos objetos  — ou estes podem parecer duplicados e distorcidos.

Já a presbiopia é causada pela perda natural da elasticidade do cristalino, uma lente que existe dentro dos olhos, responsável por focalizar diferentes distâncias da visão. Conforme relatório do Conselho Brasileiro de Oftalmologia de 2023, normalmente se manifesta após os 40 anos e atinge 100% da população a partir  dos 55 anos, correspondendo a 18,3% dos habitantes do Brasil. 

“A correção do astigmatismo concomitante à graduação de miopia ou hipermetropia e ainda à presbiopia é uma novidade muito esperada pelos indivíduos com mais de 40 anos”, afirma Ana Luísa. “Se no teste de adaptação de lentes de contato o paciente tiver conforto e visão compatível com suas necessidades, essa nova lente provavelmente será uma escolha frequente”, conclui. 

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Expectativas para as novas lentes

A combinação de tecnologias que permitem a correção simultânea em uma única lente representa uma inovação significativa no campo da correção visual e é novidade no mercado; por isso, pode-se tornar uma solução conveniente e eficaz para pacientes que enfrentam vista cansada e astigmatismo. 

“Muitos presbitas que não usavam lentes de contato por causa do astigmatismo agora dispõem de mais esse recurso que, com apenas um tipo de lente, permite corrigir miopia  (até -10 dioptrias), hipermetropia (até +10 dioptrias), astigmatismo (até 5.75) e a adição (até +2,50) para correção da presbiopia.  Essa grade de graus poderá atender a uma grande população”, finaliza Ana Luísa.

Cuidados com as lentes de contato

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Ana Luísa assinala que o descarte da lente Biofinity® Toric Multifocal deve ser mensal; além disso, durante o período de uso, o usuário deve sempre cuidar da higiene das mãos e evitar que água corrente, filtrada ou mineral entre em contato com as lentes, pelo perigo de contaminação. 

A especialista faz ainda outras recomendações, como os cuidados com o estojo, onde as lentes devem ser armazenadas quando não estiverem em uso. Este deve ser minuciosamente higienizado ou trocado, se possível, mensalmente. Já o produto de assepsia deve ser escolhido pelo oftalmologista — que também orientará as técnicas de contatologia, ou seja, a adaptação das lentes aos olhos — e trocado diariamente. Se houver necessidade de enxágue,  deve ser com soro fisiológico. 

Outro cuidado fundamental está relacionado à contaminação durante o banho em saunas, piscinas, rios e oceanos. A médica afirma que o ideal é frequentar esses ambientes  sem lentes de contato.

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“É importante destacar que, para saber se o paciente pode usar lentes de contato, é necessário fazer um exame oftalmológico, avaliar a superfície ocular, atualizar a refração, ponderar as necessidades individuais e, finalmente, identificar qual a melhor lente para cada caso”, orienta Ana Luísa. “E, em caso de incômodo com a lente que persista após a remoção e a higiene usual, deve-se procurar o médico para avaliação”, conclui. 

Em todas as situações, quem usa lentes de contato precisa de acompanhamento médico regular, pois esse processo é dinâmico, contínuo e depende de fatores ambientais (ar condicionado, vento, umidade do ar, poluição, uso de telas, etc.), além de fatores individuais (medicações, alterações hormonais da gestação ou climatério, doenças sistêmicas, alergias).

Fonte: Externa

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