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Na menopausa, a prática de exercícios ganha ainda mais relevância; veja os impactos no corpo

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Na menopausa, a prática de exercícios ganha ainda mais relevância; veja os impactos no corpo

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A menopausa é um processo natural que pode ocorrer de forma espontânea ou ser induzida por cirurgias ou tratamentos como quimioterapia. Durante esse período, ocorrem mudanças importantes no corpo, principalmente devido à redução do estrogênio.

Com a diminuição desse hormônio, é possível observar, por exemplo, aumento da gordura na região abdominal, perda de músculos e redução da densidade dos ossos. Essas mudanças podem levar a problemas metabólicos, como resistência à insulina, colesterol alterado e inflamação no organismo.

Para minimizar esses efeitos, além de tratamentos com medicamentos, os exercícios físicos têm sido cada vez mais recomendados. Os treinos aeróbicos ajudam a queimar calorias e melhoram o funcionamento do coração, enquanto os exercícios de força aumentam a massa muscular e fortalecem os ossos.

A combinação dos dois tipos de treino em uma mesma sessão tem se mostrado uma estratégia promissora para reduzir a gordura corporal e melhorar a saúde metabólica de mulheres na pós-menopausa.

Exercício físico tem potencial terapêutico durante a menopausa. O ideal é combinar atividades aeróbicas com treinos de força.  Foto: Svitlana/Adobe Stock

Estudos sugerem que unir exercícios aeróbicos e de força pode ser uma excelente estratégia para melhorar a composição corporal e diminuir os riscos de doenças cardiovasculares e metabólicas nesse momento. Além disso, a estratégia “casada” parece ser mais eficaz do que apenas o exercício aeróbico para reduzir fatores de risco para problemas de saúde.

Na minha rotina de trabalho como personal trainer, atendo muitas mulheres que estão passando por essa fase, e posso afirmar que tenho visto excelentes resultados relacionados à redução desses desconfortos e melhora da saúde como um todo.

Alguns exemplos do impacto dos exercícios em diferentes partes do corpo durante a menopausa:

  • Ossos: atividades físicas de impacto promovem a formação de novas células ósseas, tornando o esqueleto mais denso e resistente, ajudando a prevenir a osteoporose;
  • Vasos sanguíneos: a ausência de estrogênio pode levar ao aumento da pressão arterial. Práticas como caminhada, natação e ciclismo melhoram a elasticidade dos vasos, reduzindo o risco de complicações nas pernas, coração e cérebro;
  • Pâncreas: a combinação de musculação com exercícios aeróbicos é benéfica para o controle dos níveis de glicose no sangue, pois estimula a ação da insulina, contribuindo para a prevenção do diabetes;
  • Coração: a falta de hormônios femininos aumenta o risco de infartos. Realizar exercícios aeróbicos é essencial para evitar a formação de placas nas artérias que irrigam o coração;
  • Cérebro: a prática regular de exercícios ajuda a regular os sistemas cerebrais afetados pela depressão, melhorando a comunicação entre as células nervosas;
  • Músculos: com o envelhecimento, as mulheres perdem uma quantidade significativa de massa muscular. Fortalecer os músculos é essencial para manter a funcionalidade.

Portanto, manter uma rotina de exercícios físicos na pós-menopausa, especialmente combinando treino aeróbico e de força, pode ser uma alternativa segura e eficiente para melhorar a qualidade de vida e prevenir doenças nesse período.

Fonte: Externa

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