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Alfa Romeu troca nome de seu 1º elétrico após impasse com governo italiano

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Uma das mais tradicionais montadoras italianas, a Alfa Romeo, deu mais um passo importante rumo à eletrificação. Em 2022, eles anunciaram seu primeiro híbrido, o Tonale, e agora chegou a vez do primeiro veículo totalmente elétrico da marca.

O primeiro elétrico da Alfa foi apresentado como Milano, mas antes mesmo que pudesse entrar em produção ele já precisou passar por uma mudança de nome e, oficialmente, será conhecido como Junior.

Toda essa história começou com o Ministro da Indústria da Itália, Adolfo Urso, que alegou ser ilegal a montadora produzir um carro chamado Milano em Tychy, na Polônia. Uma lei de 2003 do governo local proíbe que produtos feitos fora do país tenham nomes com sonoridade italiana, já que assim dão a falsa impressão de serem produzidos na Itália.

“Esta lei estipula que não se pode dar indicações que enganem os consumidores. Portanto, um carro chamado Milano deve ser produzido na Itália. Caso contrário, dá uma indicação enganosa que não é permitida pela lei italiana”, disse Urso à agência de notícias Reuters.

Milano faz referência a cidade de Milão, onde a Alfa Romeo começou sua história, além de ser um nome de um antigo sedã da marca. A montadora decidiu não comprar a briga e prontamente substituiu o nome do SUV para Júnior que, por sua vez, foi o nome de uma versão famosa do Giulia de 1966 voltada para o público jovem, exatamente a mesma proposta do novo modelo.

“A equipe Alfa Romeo gostaria de agradecer ao público pelo feedback positivo, à rede de concessionários italiana pelo seu apoio, aos jornalistas pela enorme atenção dada ao novo automóvel e ao governo pela publicidade gratuita suscitada por este debate”, disse a montadora em comunicado.

A ‘receita’ do Junior é a mesma que já vimos em outras marcas da Stellantis. O SUV subcompacto (que na Europa ocupa o segmento B) será montado sob a plataforma e-CMF, a mesma do Jeep Avenger, Peugeot e-2008, Opel/Vauxhall Mokka e Fiat 600.

Mas além da versão totalmente elétrica, o Junior também terá uma variante híbrida leve — batizada de Ibrida — com sistema de 48 volts e um motor elétrico de 28 cv montado na transmissão. O motor principal é um 1.2 turbo a gasolina de 136 cv acoplado a um câmbio manual de seis marchas e com embreagem dupla. Essa versão terá ainda a opção de tração integral ou dianteira.

Já a versão totalmente elétrica ganhou o nome de Elletrica e terá duas variantes distintas. A mais básica tem um motor elétrico dianteiro de 156 cv e bateria de 54 kWh, que garante um alcance de até 410 km pelo ciclo WLTP.

Acima da versão padrão, está o Elletrica Veloce, que possui um caráter mais esportivo. A configuração não muda, mantendo a mesma bateria e um único motor, a diferença é que sua potência aumenta para 240 cv. Há também um barras estabilizadoras dianteira e traseira, configuração específica para o chassi, diferencial mecânico autoblocante Torsen, suspensão esportiva 25 mm mais baixa que as demais versões. Por fim, os freios são mais robustos com discos de 380 mm e pinças monobloco de quatro pistões.

De acordo com a fabricante, o Junior Elletrica pode ser carregado em estações rápidas de 100 kW e leva cerca de 30 minutos para recuperar de 10 a 80% de carga.

Quanto ao design, a Alfa Romeo tentou passar um ar esportivo e descolado para o Junior, com o intuito de conquistar um público mais jovem. Mesmo assim, a clássica grade “scudetto”, em forma de triângulo invertido, ainda está lá, mas foi parcialmente fechada na versão elétrica.

O que chama a atenção na dianteira é o design dos faróis de LED matriciais, em forma de “C” com uma assinatura bem fina e rente ao capô, que até lembra um pouco o Tonale. A esportividade do SUV é reforçada pelo para-choque com uma grande entrada de ar.

Na traseira, as lanternas têm uma forma arqueada e são interligadas por uma peça preta, enquanto o desenho interno é bem discreto e minimalista. O para-choque traseira é bem alto e tem duas aberturas robustas nas extremidades. Apesar de ser a versão menos potente, a Ibrida recebe saídas de escape duplas, que dão um aspecto mais esportivo ao Millano.

Para se ter uma noção do tamanho do Millano, ele é cerca de 2 cm menor que um Volkswagen T-Cross, medindo 4,17 m de comprimento. Suas outras medindo são 1,78 m de largura e 1,50 de altura, enquanto o porta-malas tem bons 400 litros.

Na cabine, a Alfa Romeo optou por trazer um acabamento em preto com detalhes vermelhos. De fábrica, o Millano vem com bancos de vinil e tecido Spiga combinados com volante em couro. Se o cliente optar pelo pacote opcional esportivo, os assentos mudam para o Sabelt feitos em Alcantara,

O Millano tem duas telas digitais de 10,25’’, uma para o quadro de instrumentos e outra para a central multimídia. Todos os sistemas se mantém atualizado com a tecnologia OTA (over the air) e o piloto pode receber ajuda de um assistente virtual integrado ao Chat GPT através do comando por voz “Hey Alfa”.

Para a segurança, há um sistema de condução autônoma de nível 2, que inclui piloto automático adaptativo, frenagem automática de emergência e sistema de permanência em faixa. Como opcional, o Millano traz ainda sensores de estacionamento de 360° e um sistema de estacionamento semi-autônomo.

O Alfa Romeo Junior já está à venda na Itália custando a partir de 30 mil euros, aproximadamente R$ 164 mil. A chegado do SUV em outros mercados europeus deve acontecer em breve.

Fonte: Externa

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