BRAIP ads_banner

Por que algumas pessoas não tiveram covid, mesmo após contato com vírus? Estudo finalmente explica

CasaNotícias

Por que algumas pessoas não tiveram covid, mesmo após contato com vírus? Estudo finalmente explica

Ticiane Pinheiro retorna às passarelas após 27 anos e faz estreia na SPFW
Extradição de Assange fica próxima após EUA apresentarem garantias a tribunal britânico
Taylor Swift pode se tornar ainda maior após “The Tortured Poets Department“

Em meio à pandemia de covid-19, um enigma intrigava muita gente: por que algumas pessoas nunca tiveram a doença, mesmo tendo contato com infectados, enquanto outras a contraíam, inclusive, múltiplas vezes?

A resposta, segundo um estudo britânico recente, pode estar em um gene protetor. Publicada na revista Nature, a pesquisa sugere que indivíduos com altos níveis desse gene específico possuem a capacidade de combater o vírus SARS-CoV-2 mais rapidamente. Essa resposta imune acontece ainda na região de revestimento do nariz e os torna mais resistentes à infecção.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores reuniram voluntários saudáveis e sem histórico prévio de covid-19, que foram expostos, por meio de um spray nasal, a uma dose extremamente baixa da cepa original do vírus.

Gene protetor é provável explicação para aqueles que não manifestaram covid-19 Foto: Alex Silva/Estadão

O estudo, liderado pelo Instituto Wellcome Sanger, a University College London (UCL), Imperial College London, Netherlands Cancer Institute e outros, analisou amostras dos voluntários antes e imediatamente após a exposição ao vírus. Foi a primeira vez que cientistas conseguiram documentar as respostas imunológicas desde o momento exato da exposição.

Os pesquisadores realizaram um monitoramento detalhado no sangue e no revestimento do nariz de 16 participantes, rastreando toda a infecção e as respostas das suas células imunes. Em todos os participantes, a equipe descobriu respostas não relatadas anteriormente, como ativação de células especializadas da mucosa no nariz e alterações em glóbulos brancos.

Eles perceberam, então, que o organismo dos voluntários reagia de diferentes formas ao vírus, apresentando infecções que poderiam ser classificadas de três maneiras diferentes: sustentadas, transitórias ou abortadas. Eles foram divididos da seguinte forma:

  • Seis desenvolveram uma infecção persistente e ficaram doentes, com sintomas de resfriado (infecção sustentada);
  • Três foram infectados, mas os resultados dos seus testes eram inconstantes (transitória);
  • Sete nunca testaram positivo no teste PCR padrão ouro, o que indicou que eles impediram com sucesso o início de uma infecção sustentada ou transitória (a esse tipo de contaminação os cientistas deram o nome de “infecção abortada”)

As pessoas que eliminaram o vírus imediatamente não mostraram uma resposta imune generalizada típica, mas, em vez disso, montaram respostas imunes inatas, sutis e nunca vistas antes no nariz. Os pesquisadores, então, sugerem que altos níveis de um gene chamado HLA-DQA2 antes da exposição ajudaram as pessoas a evitar que uma infecção sustentada se instalasse.

As pessoas com altos níveis desse gene eliminaram o vírus de forma tão eficaz que não retornaram nenhum teste de PCR positivo e não apresentaram sintomas, enquanto o o grupo transitório testou positivo intermitentemente e apresentou sintomas leves. Em contraste, as seis pessoas que desenvolveram uma infecção sustentada por SARS-CoV-2 exibiram uma resposta imune rápida no sangue, mas uma resposta imune mais lenta no nariz, permitindo que o vírus se estabelecesse ali.

Segundo os autores do estudo, a descoberta possibilita uma compreensão muito maior de toda a gama de respostas imunológicas, o que pode fornecer uma base para o desenvolvimento de tratamentos e vacinas potenciais que imitem essas respostas protetoras naturais.

Fonte: Externa

BRAIP ads_banner